Quando a equipa médica recomenda recorrer à ovodoação, é perfeitamente natural surgirem perguntas como: quem será essa pessoa? Será parecida comigo? Ou ainda, como é escolhida a melhor dadora de óvulos na FIV?
Dar o passo rumo à maternidade nem sempre segue o caminho que imaginámos inicialmente. Sabemos que tomar a decisão de recorrer aos óvulos de uma dadora pode despertar um conjunto de emoções: desde a esperança de finalmente conseguir engravidar até às dúvidas e incertezas naturais sobre todo o processo. É importante recordar que não está sozinha. Esta é uma realidade muito mais frequente do que se pensa e, para muitas mulheres e casais, representa o caminho para concretizar o sonho de formar uma família.
Entre os diferentes tratamentos de reprodução assistida, os avanços da medicina permitem atualmente oferecer soluções cada vez mais personalizadas e seguras. Neste contexto, a Fertilização In Vitro (FIV) evoluiu significativamente, proporcionando taxas de sucesso cada vez mais encorajadoras.
Na Next Fertility queremos acompanhá-la em cada etapa deste processo, explicando de forma transparente como selecionamos a dadora mais adequada para cada caso, garantindo sempre a máxima segurança clínica e o maior cuidado emocional.
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ToggleO processo de atribuição: à procura da maior semelhança possível
Em Portugal, a legislação determina que a doação de óvulos seja totalmente voluntária, altruísta e solidária. A responsabilidade pela atribuição da dadora cabe exclusivamente à equipa médica da clínica. Para selecionar a melhor dadora de óvulos na FIV, seguimos critérios médicos e físicos extremamente rigorosos.
Semelhança fenotípica e física
O principal objetivo da equipa médica é encontrar uma dadora que apresente a maior semelhança física possível consigo (ou com a futura mãe gestante). Para isso, são avaliadas características como:
- Etnia e tom de pele.
- Cor e tipo de cabelo.
- Cor dos olhos.
- Constituição física, altura e peso.
Compatibilidade do grupo sanguíneo
Outro dos fatores considerados é o grupo sanguíneo e o fator Rh. Procura-se uma compatibilidade imunológica adequada com o grupo sanguíneo da recetora ou do casal, contribuindo para proporcionar as melhores condições para a gravidez.
Matching genético: um passo adicional para maior tranquilidade
Para além das características físicas, a ciência disponibiliza atualmente ferramentas muito importantes para proteger a saúde do futuro bebé. Uma delas é o Teste de Compatibilidade Genética, também conhecido como matching genético.
Embora todas as pessoas sejam portadoras saudáveis de algumas mutações genéticas, quando ambos os progenitores (ou a dadora e o homem que fornece o sémen) apresentam a mesma mutação, existe o risco de o bebé desenvolver uma doença monogénica. Através de uma análise ao sangue, cruzamos a informação genética da dadora com a do parceiro (ou com a do dador de sémen). Se for identificada a mesma mutação genética, selecionamos outra candidata compatível, reduzindo significativamente o risco de transmissão de doenças hereditárias.
Quem pode ser dadora de óvulos? Requisitos médicos
A segurança é a nossa prioridade. Por isso, para integrar o nosso programa de doação, todas as candidatas têm de ultrapassar um rigoroso processo de seleção. Entre os principais requisitos encontram-se:
- Idade ideal: ter entre os 18 e os 34 anos, uma vez que a juventude é determinante para garantir uma elevada qualidade ovocitária.
- Excelente estado de saúde física: realizar uma avaliação ginecológica completa e análises sanguíneas exaustivas, incluindo serologias para excluir doenças infeciosas.
- Saúde emocional e psicológica: participar em entrevistas e avaliações com a equipa de psicologia para confirmar que compreende todo o processo, está preparada para a doação e não apresenta antecedentes de perturbações mentais.
- Estudo genético rigoroso: é efetuado um cariótipo para analisar os cromossomas e excluir antecedentes familiares de doenças hereditárias graves.
Apenas as mulheres que ultrapassam todas estas avaliações com excelentes resultados são consideradas aptas para doar óvulos, proporcionando-lhe a máxima confiança ao iniciar o seu tratamento.
Perguntas frequentes no Google sobre este tema
É natural que, ao longo deste processo, surjam diversas dúvidas. De seguida, respondemos às perguntas mais frequentes colocadas pelas pacientes durante a consulta.
Qual é a taxa de sucesso da FIV com óvulos de dadora?
A ovodoação é o tratamento de reprodução assistida com as mais elevadas taxas de sucesso. Como os óvulos provêm de mulheres jovens (com menos de 34 anos) e saudáveis, a qualidade embrionária tende a ser muito elevada. As taxas de gravidez por transferência embrionária podem ultrapassar os 65–70% na primeira tentativa, enquanto a taxa de sucesso acumulada (após várias tentativas) pode exceder os 90%. Por isso, este tratamento representa uma das opções mais promissoras para quem pretende engravidar.
A Fertilização In Vitro com óvulos de dadora é mais eficaz?
Sim, sobretudo em situações de baixa reserva ovárica, idade materna avançada (geralmente a partir dos 40 anos) ou após várias tentativas falhadas de FIV com óvulos próprios. Ao utilizar óvulos de mulheres jovens e com elevada qualidade, ultrapassam-se grande parte das limitações biológicas associadas à idade dos ovócitos, aumentando significativamente a probabilidade de conseguir uma gravidez evolutiva e o nascimento de um bebé saudável.
O meu filho por ovodoação vai ser parecido comigo?
Esta é, sem dúvida, uma das questões com maior carga emocional e a resposta pode surpreendê-la graças a uma área da ciência chamada epigenética. Embora o óvulo não contenha o seu ADN, o embrião desenvolve-se no seu útero. Durante os nove meses de gravidez, o seu organismo, a sua alimentação e o ambiente uterino enviam sinais moleculares que influenciam a expressão de determinados genes do bebé. Ou seja, participa ativamente na forma como esse ADN se expressa. Assim, o seu filho poderá assemelhar-se a si não apenas pelos gestos, comportamentos ou educação, mas também porque o seu corpo desempenhou um papel fundamental no seu desenvolvimento desde o primeiro momento.
Como é escolhida a dadora de óvulos?
Como referimos anteriormente, a escolha é efetuada de forma confidencial pela equipa médica da clínica. São analisados o seu fenótipo, o grupo sanguíneo e, caso seja realizado, o estudo de compatibilidade genética. O nosso objetivo é encontrar a melhor dadora de óvulos na FIV, assegurando a maior compatibilidade possível do ponto de vista clínico e físico, sempre a pensar no bem-estar da futura mãe e do bebé.
Conclusão: um passo cheio de esperança
Aceitar que é necessário recorrer à ajuda de uma dadora de óvulos exige tempo e faz parte de um processo de adaptação emocional que os especialistas designam por «luto genético». No entanto, é também um profundo ato de amor que abre a porta à família que tanto deseja construir. A escolha da melhor dadora de óvulos na FIV é uma responsabilidade que, na Next Fertility, assumimos com o máximo rigor científico e uma abordagem profundamente humana.
Se sente que chegou o momento de dar este passo ou se pretende esclarecer outras dúvidas, a nossa equipa de especialistas está disponível para a ouvir, sem julgamentos e com todo o apoio que merece. Teremos todo o gosto em acompanhá-la e encontrar consigo a solução mais adequada para a sua história.
Referências bibliográficas
- Despacho n.º 3192/2017, de 17 de abril.
- García-Velasco, J. A., & Pellicer, A. (2020). Práctica clínica en reproducción asistida. Editorial Médica Panamericana.
