Cálculo da data de parto após FIV: guia passo a passo

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Se acabou de receber um resultado positivo no teste de gravidez após um tratamento de Fertilização In Vitro (FIV), muitos parabéns! Sabemos que o percurso da fertilidade pode ser uma verdadeira montanha-russa de emoções. Desde os primeiros exames até à tão aguardada betaespera, demonstrou uma enorme força e resiliência. Agora que recebeu esta maravilhosa notícia, é perfeitamente natural sentir entusiasmo e querer saber quando poderá finalmente ter o seu bebé nos braços. O cálculo da data de parto após FIV é uma das dúvidas mais frequentes nas consultas e, felizmente, pode ser realizado com um elevado grau de precisão.

É importante recordar que não está sozinha neste processo. Na Next Fertility, o nosso objetivo é acompanhá-la em cada etapa, fornecendo informação clara e o apoio emocional de que necessita. De seguida, explicamos como são calculadas as semanas de gestação nos tratamentos de reprodução assistida e o que pode esperar nesta nova e emocionante fase.

Porque é que é mais preciso o cálculo da data de parto após FIV?

Numa gravidez concebida naturalmente, a data prevista do parto (DPP) é calculada com base no primeiro dia da última menstruação da mulher. No entanto, este método é apenas uma estimativa, uma vez que o momento exato da ovulação e da fecundação pode variar de mulher para mulher e até de ciclo para ciclo.

Já numa gravidez obtida através de técnicas de procriação medicamente assistida, o cenário é muito mais preciso. A equipa médica e de embriologia conhece exatamente o momento em que os óvulos foram extraídos, quando ocorreu a fecundação e o dia exato da transferência embrionária. Toda esta informação permite realizar um cálculo da data de parto após FIV e da idade gestacional com muito maior precisão, proporcionando-lhe mais tranquilidade para preparar a chegada do seu bebé.

Como fazer o cálculo da data de parto após FIV de acordo com o seu tratamento

Para determinar a data prevista do parto, o especialista terá em consideração, sobretudo, o dia da transferência embrionária e o número de dias de desenvolvimento do embrião no momento da transferência. Embora a medicina seja muito precisa, importa recordar que uma gravidez completa dura, em média, 266 dias desde a fecundação (ou 280 dias a partir da data teórica da última menstruação).

Transferência de embriões no dia 3

Se o seu embrião foi transferido para o útero no terceiro dia de desenvolvimento, o cálculo médico consiste em subtrair 17 dias à data da transferência para estabelecer a chamada «data corrigida da última menstruação». A partir dessa data teórica, contam-se 40 semanas para obter a data prevista do parto. De forma mais simples, à data em que ocorreu a fecundação no laboratório somam-se exatamente 266 dias.

Transferência de blastocistos (dia 5 ou dia 6)

Se o embrião atingiu o estádio de blastocisto, significa que permaneceu entre cinco e seis dias em desenvolvimento no laboratório antes da transferência. Neste caso, para calcular a data teórica da última menstruação, a equipa médica subtrai 19 dias à data da transferência. Tal como acontece na transferência de embriões no dia 3, esta metodologia permite determinar com elevada precisão a semana de gravidez e a data prevista para completar as 40 semanas de gestação.

O facto de o embrião estar congelado influencia o cálculo?

Esta é uma dúvida muito frequente e perfeitamente compreensível. A resposta é não. A data prevista do parto não se altera quando é realizada uma transferência de embriões congelados (criotransferência). O tempo durante o qual o embrião permaneceu vitrificado não é contabilizado. O único fator relevante é a idade biológica do embrião (dia 3 ou dia 5) no momento exato em que foi transferido para o útero.

Marcos da gravidez: o que esperar semana após semana

Acompanhar o desenvolvimento do seu bebé ajudá-la-á a viver esta fase com maior tranquilidade e a criar uma ligação ainda mais especial com a gravidez. Embora cada gestação seja única, estes são alguns dos principais marcos que poderá esperar ao longo das diferentes semanas:

  • Semana 4: nesta fase, o teste de gravidez já deverá apresentar um resultado positivo. O embrião implantou-se no útero e o organismo começa a produzir a hormona hCG, responsável pelo aparecimento dos primeiros sintomas, geralmente ainda muito ligeiros.
  • Semana 8: terá, normalmente, realizado a primeira ecografia de acompanhamento. É um momento muito emocionante, pois, na maioria dos casos, já é possível ouvir os primeiros batimentos cardíacos do bebé.
  • Semana 12: chega ao final do primeiro trimestre. Para muitas mulheres, os enjoos e outros desconfortos começam a diminuir. Além disso, o risco de aborto espontâneo reduz-se significativamente, proporcionando maior tranquilidade.
  • Semana 20: encontra-se a meio da gravidez. Durante a ecografia morfológica, o especialista avaliará cuidadosamente todos os órgãos do bebé. É também nesta fase que muitas futuras mães começam a sentir os primeiros movimentos fetais.
  • Semanas 37 a 40: o bebé é considerado de termo. Os seus órgãos estão totalmente desenvolvidos e preparados para a vida fora do útero. Está na altura de preparar a mala para a maternidade e desfrutar dos últimos dias desta ligação tão especial.

Perguntas frequentes sobre a gravidez após FIV

É perfeitamente normal surgirem dúvidas e receios durante a gravidez, sobretudo depois de um tratamento de fertilidade. De seguida, respondemos às questões mais frequentes colocadas pelas nossas pacientes de forma clara e próxima.

Os bebés concebidos por FIV costumam nascer antes da data prevista?

Existe a ideia de que os bebés concebidos através de tratamentos de fertilidade nascem sempre prematuramente. No entanto, numa gravidez única (um único bebé) e sem complicações, o risco de parto pré-termo não é significativamente superior ao de uma gravidez concebida de forma espontânea. Esta perceção resulta sobretudo do facto de a FIV poder originar gravidezes múltiplas (gémeos ou trigémeos), nas quais existe uma maior probabilidade de parto antes das 40 semanas. Em qualquer caso, a equipa médica acompanhará a gravidez de forma rigorosa para minimizar qualquer risco.

É necessário induzir o parto numa gravidez obtida por FIV?

Nem sempre. Ter engravidado através de uma FIV, por si só, não constitui indicação médica para induzir o parto ou agendar uma cesariana. Se a gravidez decorrer normalmente, poderá aguardar pelo início espontâneo do trabalho de parto. Ainda assim, em alguns casos, a equipa médica poderá optar por uma vigilância mais apertada no final do terceiro trimestre e, se considerar que essa é a opção mais segura para a mãe e para o bebé, poderá recomendar a indução do parto. Esta decisão será sempre explicada de forma clara e tomada tendo como prioridade o bem-estar de ambos.

Quando começam os sintomas de gravidez após uma FIV?

Sabemos que cada sintoma pode gerar expetativas ou preocupações. Numa gravidez conseguida através de Fertilização In Vitro, os sintomas típicos da gravidez, como sensibilidade mamária, cansaço ou enjoos ligeiros, costumam surgir entre a 6.ª e a 8.ª semana de gestação. No entanto, devido à medicação hormonal utilizada, como a progesterona, poderá sentir sensibilidade, inchaço ou sonolência mesmo antes da confirmação da gravidez. É importante recordar que cada organismo reage de forma diferente e que a ausência de sintomas intensos não significa que a gravidez esteja a evoluir de forma desfavorável. Sempre que tiver dúvidas, contacte a sua equipa médica.

Conclusão

O cálculo da data de parto após FIV é extremamente preciso, uma vez que se conhece exatamente o momento da fecundação e da transferência embrionária. Ainda assim, importa recordar que a data prevista do parto continua a ser uma estimativa. Apenas uma pequena percentagem dos bebés nasce precisamente no dia previsto, sendo mais frequente o parto ocorrer entre as 37 e as 41 semanas de gestação. Esta é uma etapa única e emocionante. Apesar de ser natural sentir receio ou alguma ansiedade, merece viver cada momento desta experiência. Na Next Fertility continuaremos ao seu lado, oferecendo-lhe acompanhamento especializado, apoio e os melhores cuidados para que possa viver esta fase com confiança e tranquilidade.

Referências bibliográficas

  1. Methods for Estimating the Due Date. Committee Opinion No. 700. American College of Obstetricians and Gynecologists. Obstetrics and Gynecology, vol. 129, n.º 700, maio de 2017, pp. e150-e154.
  2. In Vitro Fertilization (IVF). Mayo Clinic. 1 de setembro de 2023.
  3. The Society for Maternal-Fetal Medicine (SMFM) e Alessandro Ghidini. SMFM Consult Series #60: Management of Pregnancies Resulting from IVF. Contemporary OB/GYN, 1 de abril de 2022.

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