Método ROPA: o que é e em que consiste?

método-ropa-o-que-éCada vez mais casais de mulheres procuram informação clara sobre o método ROPA, especialmente quando ponderam ser mães partilhando o processo da gravidez. Uma das dúvidas mais frequentes é o que é exatamente o método ROPA e como funciona uma gravidez através desta técnica.

Neste artigo explicamos de forma simples e rigorosa em que consiste o método ROPA, a quem se destina, como é o processo passo a passo e quais os aspetos médicos e legais que convém ter em conta antes de iniciar o tratamento.

O que é o método ROPA?

O método ROPA (Receção de Óvulos da Parceira) é uma técnica de reprodução assistida baseada na fecundação in vitro (FIV) que permite que as duas mulheres de um casal participem ativamente na gravidez.

Neste tipo de tratamento:

  • Uma mulher fornece os óvulos (mãe genética).
  • A outra mulher gera a gravidez (mãe gestante).

Por isso, quando se fala em método ROPA e gravidez, não se trata apenas de conseguir uma gestação, mas sim de partilhar a maternidade do ponto de vista biológico e emocional.

O método ROPA é, além disso, uma técnica amplamente utilizada e reconhecida por sociedades científicas especializadas em reprodução humana, como a Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução.

Método ROPA: gravidez e participação de ambas as mulheres

Uma das principais razões pelas quais muitos casais se interessam pelo método ROPA é que ambas as mulheres fazem parte ativa do processo reprodutivo.

Ao contrário de outros tratamentos, aqui não existe uma única protagonista:
uma contribui com a carga genética e a outra com a gestação, criando um vínculo muito especial desde o início da gravidez.

A quem se destina?

O método ROPA está especialmente indicado para:

  • Casais de mulheres que desejam viver a maternidade de forma partilhada.
  • Casos em que uma mulher tem boa reserva ovárica mas não pode engravidar.
  • Situações em que uma mulher pode engravidar, mas não pode fornecer óvulos.

É também uma opção escolhida por casais que, embora ambas possam engravidar, desejam dividir os papéis por motivos pessoais ou médicos.

Em qualquer caso, o método ROPA é apenas uma das alternativas disponíveis para casais de mulheres que desejam ser mães. Existem outras opções de reprodução assistida que podem adaptar-se melhor a cada situação pessoal e médica, pelo que é importante conhecer todas as possibilidades antes de tomar uma decisão.

Se quiser aprofundar este tema, neste artigo explicamos quais as opções disponíveis para casais de mulheres que querem ser mães e em que casos cada uma é recomendada.

Método ROPA: como é o processo da gravidez passo a passo

Para compreender bem este tratamento e como se consegue a gravidez, é importante conhecer as suas fases.

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Estudo médico prévio

Antes de começar, ambas as mulheres são submetidas a um estudo completo que inclui:

  • Análises hormonais
  • Ecografia ginecológica
  • Testes infeciosos
  • Avaliação do útero e da reserva ovárica

Este estudo permite decidir qual das duas fornecerá os óvulos e qual irá levar a gravidez.

Estimulação ovárica e recolha de óvulos

A mulher que fornece os óvulos realiza um tratamento de estimulação ovárica controlada para obter vários óvulos no mesmo ciclo.

Uma vez maduros, os óvulos são extraídos através de uma punção ovárica, um procedimento simples e seguro.

Fecundação e desenvolvimento embrionário

Os óvulos são fecundados em laboratório com sémen de dador, proveniente de um banco autorizado.
Os embriões obtidos são cultivados durante vários dias para selecionar aqueles com melhor qualidade.

Preparação do útero e transferência embrionária

Entretanto, a mulher que irá gestar a gravidez segue um tratamento hormonal para preparar o endométrio.

Quando o útero está preparado, realiza-se a transferência embrionária, um procedimento indolor que marca o início da gravidez através do método ROPA.

Quais são as probabilidades de gravidez com o método ROPA?

As taxas de sucesso do método ROPA são semelhantes às de uma fecundação in vitro convencional e dependem principalmente de:

  • A idade da mulher que fornece os óvulos
  • A qualidade embrionária
  • O estado do útero da mulher gestante

Em casais jovens e bem avaliados, as probabilidades de gravidez são elevadas e comparáveis a outros tratamentos com óvulos próprios.

Como é selecionado o dador de sémen no método ROPA?

Uma das dúvidas mais frequentes sobre o método ROPA é se o dador de sémen partilha características físicas com a mãe gestante, especialmente tendo em conta que a informação genética do embrião provém da mulher que fornece os óvulos.

A resposta é sim, na medida do possível.
Nos tratamentos de reprodução assistida, a seleção do dador de sémen é feita tendo em conta o fenótipo da mulher que irá gestar, ou seja, características físicas como a cor da pele, olhos, cabelo, compleição física ou grupo sanguíneo.

Embora a principal carga genética do embrião provenha do óvulo e do espermatozoide, o objetivo desta seleção é que o futuro bebé tenha uma coerência fenotípica com a família, e que possa existir semelhança física tanto com a mãe genética como com a mãe gestante.

Além disso, no método ROPA, a mulher que gera a gravidez também influencia o desenvolvimento embrionário através do ambiente uterino, um campo de estudo conhecido como epigenética, que analisa como o ambiente do útero pode modular a expressão dos genes durante a gravidez.

Assim, embora a mãe genética forneça a informação genética do óvulo, a escolha do dador e o papel da mãe gestante fazem com que o processo seja partilhado também do ponto de vista biológico.

Vantagens do tratamento

Entre as principais vantagens do método ROPA destacam-se:

  • Participação ativa de ambas as mulheres
  • Vínculo genético e gestacional partilhado
  • Tratamento seguro e amplamente comprovado
  • Enquadramento legal claro em Portugal

Para muitos casais, o valor emocional do método ROPA é tão importante quanto o resultado médico.

Conclusão: método ROPA, gravidez e maternidade partilhada

Em resumo, se se questiona o que é o método ROPA, a resposta é simples:
é uma técnica de reprodução assistida que permite que duas mulheres partilhem a maternidade, uma fornecendo os óvulos e a outra levando a gravidez.

Trata-se de um tratamento real, seguro e comprovado que oferece a muitos casais a possibilidade de viver a maternidade de forma conjunta, planeada e acompanhada por profissionais especializados.

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